Grupo Superlógica reforça aposta em IA e CEO assume também como Chief AI Officer
Movimento inédito no mercado brasileiro parte da leitura do fundador de que a inteligência artificial inaugura um novo ciclo – e deve redistribuir valor na indústria de software
O Grupo Superlógica, líder em soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário no Brasil, reforça sua aposta em inteligência artificial e anuncia que seu fundador e CEO, Carlos Cêra, passa a acumular também a função de Chief Artificial Intelligence Officer (CAIO). “A era da IA não é um novo capítulo no livro da história da humanidade e dos negócios. É o livro, até aqui, sendo fechado… e um novo livro sendo aberto”, analisa Cêra.
Para o fundador, o momento atual representa a terceira grande onda de transformação tecnológica que ele acompanha de perto, nas últimas décadas. A primeira foi a migração do modelo on-premise (Desktop) para o Software as a Service (SaaS). A segunda, a incorporação de serviços financeiros às plataformas de gestão. Agora, na sua leitura, a IA redesenha como produtos são construídos, operações são executadas e valor é capturado.
Mais do que uma nova função, o movimento inédito no mercado brasileiro reforça a crença da empresa de tratar a inteligência artificial como parte central da sua evolução. “A IA passou a ter impacto direto sobre produto, gestão e modelo de negócio. Por isso, é uma agenda que exige envolvimento próximo da liderança”, aponta Cêra. “Meu papel é garantir que essa transformação avance com prioridade, foco de negócio e conexão com o que gera valor para o cliente”.
Na visão do CEO e CAIO, softwares verticais – especializados em segmentos específicos, como os da própria Superlógica – devem capturar uma parcela maior do valor gerado pela inteligência artificial do que plataformas horizontais, mais genéricas. O motivo está na própria evolução da tecnologia: à medida que a IA avança, sua capacidade de gerar valor depende menos de escala genérica e mais de contexto. Sistemas que compreendem em detalhe regras de negócio, fluxos e particularidades operacionais passam a ter vantagem na aplicação prática da tecnologia.
“A capacidade de automatizar tarefas muito específicas depende de entender profundamente o problema. É isso que diferencia um software de nicho, como o nosso”, diz Cêra. “O impacto não é só ganho de eficiência. É a possibilidade de viabilizar soluções que antes não paravam em pé, economicamente”.
Na Superlógica, essa mudança já começa a se materializar. A empresa iniciou frentes de uso de IA em inteligência de fluxos, análise preditiva e automação de processos de back-office, com objetivo de reduzir fricção e ampliar a produtividade dos clientes. A próxima etapa é avançar para sistemas capazes de se ajustar automaticamente ao contexto de cada operação, incorporando as regras específicas de cada cliente.
O movimento ocorre em um momento em que a empresa está mais focada em eficiência operacional e aumento de receita por cliente. Hoje, a Superlógica atende mais de 130 mil condomínios (mais da metade do mercado endereçável no país), administra mais de 800 mil contratos de locação e conecta mais de 4 mil imobiliárias, com mais de R$ 50 bilhões transacionados dentro da sua plataforma por ano, crescimento de 30% só no último ano.
Para 2026, a expectativa é manter crescimento de dois dígitos, com foco na ampliação da monetização da base e na evolução dos produtos financeiros, além do uso mais intensivo de inteligência artificial para ganho de produtividade. A companhia tem ainda como meta atingir R$ 1 bilhão em faturamento até 2028, sustentada pela expansão do ecossistema de soluções e pelo aumento do valor gerado por cliente.